O Impacto das Relações Humanas na Saúde Mental
27 de Abril de 2022

O Impacto das Relações Humanas na Saúde Mental

1 min de leitura

Nesta belíssima ressonância magnética podemos ver a reação que ocorre no cérebro da mãe e do bebé, quando a mãe beija o filho na testa.

São libertados neurotransmissores e hormonas (oxitocina) que facilitam a confiança e a vinculação e promovem o bem estar e segurança.

Sempre que dois seres humanos interagem, da relação entre eles, geram-se respostas neurofisiológicas que resultam na activação de certas áreas no cérebro, com a libertação de substâncias muito específicas, nessas mesmas áreas.

Ora, essas reações cerebrais, que surgem quando nos relacionamos uns com os outros, podem gerar um outcome que promova a saúde e o bem estar - como nesta ‘fotografia’ maravilhosa - ou que promova a doença.

Nas relações tóxicas, o resultado a nível cerebral pode ser neurotóxico e portanto, resultar em dano neuronal- ainda que reparável.

Quando estas agressões se mantém, o resultado de uma relação tóxica, pode ser, então, o acumular de lesões cerebrais que, ao atingir um determinado limiar, passa a ter uma expressão visível ao nível do comportamento.

Aí, dizemos que a pessoa está com ansiedade, ou deprimida ou que sofre de stress pós-traumático ou que tem ataques de pânico… E, muitos dizem-no (infelizmente) como se tais patologias surgissem do nada, quando, na verdade, os danos cerebrais começaram a desenvolver-se há muito tempo atrás, nestas relações tóxicas ou patologizantes.

Porém, como essas interações só seriam vistas se tivéssemos acesso permanente a uma ressonância magnética como esta, é difícil para as pessoas, compreender o que não veem!

Talvez, por isso, tantos dos meus pacientes se sintam incompreendidos na sua dor e se queixem da falta de sensibilidade, dos que os rodeiam, para o seu sofrimento.

Porque nós, humanos, somos seres visuais e a doença mental não se vê com os olhos, até ser demasiado tarde.

Como dizia Saint-Exupéry: o essencial é invisível aos olhos!


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